Postagens

Ela é Brasileira II

Imagem
Nossa música ficou entre as três melhores no Festival de Cantigas Beribazu, realizado no dia 24 de junho de 2009, no Teatro Paulo Autran (SESC) em Taguatinga. O evento foi organizado pelo Mestre Léo Borges. O Grupo Beribazu mostrou que a capoeira é corpo e alma. Nasceu Capoeira (Calil, Edmar e Enzo) Mama África chegou no Brasil Tava grávida de capoeira. Na senzala foi que ela nasceu Foi gingando ao redor da fogueira Capoeira nasceu ê Ô Nasceu capoeira. Capoeira nasceu ê Ô Ao redor da fogueira. No quilombo foi que ela cresceu Esquivou do castigo certeiro. Com Oxum, Iemanjá e Ogum E outros santos lá do terreiro. Capoeira cresceu ê Ô Cresceu capoeira. Capoeira cresceu ê Ô Ao redor da fogueira. E no toque do berimbau Capoeira buscou liberdade. Da senzala foi para a favela Livre só pela metade. Capoeira lutou ê Ô Lutou capoeira. Capoeira lutou ê Ô Liberdade é inteira. Ela é dança, ela é luta, ela é ginga. Ela é capoeira. Ela é negra, ela é branca, ela é índia. Mistura brasileira.

Da série: Mil e uma palavras

Imagem
Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras. Então, aí está a foto de Ouro Preto e sua beleza ímpar...e outras tantas palavras. Porque a imagem pode valer muito, mas no princípio era o verbo e, ademais, uma idéia move montanhas. Era isso mesmo? Deixa prá lá...Em todo caso, eis a imagem, eis as palavras. São de Minas. São de Cecília Meireles. A vastidão desses campos. A alta muralha das serras. As lavras inchadas de ouro. Os diamantes entre as pedras. Negros, índios e mulatos. Almocafes e gamelas. Os rios todos virados. Toda revirada, a terra. Capitães, governadores, padres, intendentes, poetas. Carros, liteiras douradas, cavalos de crina aberta. A água e transbordar das fontes. Altares cheios de velas. Cavalhadas. Luminárias. Sinos. Procissões. Promessas. Anjos e santos nascendo em mãos de gangrena e lepra. Finas músicas broslando as alfaias das capelas. Todos os sonhos barrocos deslizando pelas pedras. Pátios de seixos. Escadas. Boticas. Pontes. Conversas. Gente que chega e que p...

Você se lembra?

Há vinte anos a China era notícia. Mas não era olimpíada. Tampoco eram informações sobre a economia, como é muito comum atualmente. Eram notícias de uma rebelião. A rebelião dos estudantes na Praça da Paz Celestial. Foram massacrados, mas fizeram história. Deixaram, ainda, uma imagem que o mundo nunca esqueceu. Você sabe qual é? Veja aqui. "Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda" Cecília Meireles, no Romanceiro da Inconfidência .

Para não dizer que não falei das flores: Pai Nosso Virtual

Google nosso que estais no ciberespaço, Lucrativos sejam os vossos interesses econômicos. Venha a nós o vosso link , Seja feita em vós toda pesquisa, Assim no mundo físico como no virtual. A informação nossa de cada segundo nos dai agora. Apagai as nossas dúvidas sobre o vosso conteúdo, Assim como deletamos um spam . E não nos deixeis cair na tentação de visitar sites proibidos Mas livrai-nos do real , Enter

Ela é brasileira

Os africanos que foram trazidos para o Brasil como escravos praticavam na África, onde viviam em liberdade, diversos jogos e danças ao som de músicas. Aqui, esses homens e mulheres eram vítimas de muitas violências: vendidos como coisas, tinham seus nomes trocados, e não podiam falar seus idiomas, praticar as religiões africanas e tampouco exercer sua cultura. Mas, nas senzalas, negros oriundos das mais diversas partes do continente africano rezavam para os orixás e, sem que o senhor de engenho pudesse perceber (ou entender), foram desenvolvendo uma nova forma de resistência: uma dança/luta que misturava passos de diversas manifestações africanas. Era a capoeira que nascia, disfarçada de dança. Nos quilombos, os negros rebelados puderam jogar capoeira, que depois foi aperfeiçoada nas cidades, após a Abolição, embora a prática da luta fosse reprimida, tendo inclusive sido considerada crime pelo Código Penal da República Velha. Mas há outras versões sobre o surgimento da capoeira. Mestre...

A Doce Vida dos paparazzi

As colegas de trabalho propuseram e eu topei o desafio de assistir a todos os filmes da lista 100 Filmes Essenciais publicada em 2007 pela revista Bravo! . Nunca colecionei fitas VHS ou DVDs de filmes. Quando não posso ver no cinema, recorro às locadoras. Claro que isso fica cada vez mais difícil, pois filme bom não se acha em qualquer loja, ainda mais depois da crise provocada pelo download . As locadoras estão morrendo à míngua. Mas, se as amigas topavam emprestar, por que não entrar na onda? Diligentes, montaram a lista e decidiram o que ver primeiro. E toma filme. Essas meninas são verdadeiras promotoras da cultura cinematográfica! Quem não quer conviver com gente assim? Então, vamos lá. A lista de Bravo! tem obras prá todos os gostos. Desde os títulos mais antigos até os mais recentes, nos diversos gêneros. Durante todo o ano de 2008, vimos, talvez, um terço da lista. Cada um assiste ao filme em sua própria casa. Então, sempre demora um pouquinho para que todas (os homens somos ...

Cem Anos de Carmen Miranda

Eduardo Dussek e Rita Ribeiro mostram o que é que a baiana tem no Cecê Bebê de Brasília no quarto e último espetáculo da série Alô Alô! 100 Anos de Carmen Miranda . Apresentando músicas de Ary Barroso, Assis Valente, Dorival Cayme e outros compositores que a Pequena Notável gravou, os dois artistas transportam o público para o clima de um tempo em que a boa música era ouvida pelo povão. A voz e carisma de Rita, ao lado do humor e versatilidade de Dussek empolgam em interpretações como Cachorro vira-lata e A preta do acarajé . Nos intervalos entre as músicas, o pesquisador José Antônio Nonato conta fatos da vida de Carmen. Ficamos sabendo, por exemplo, que Synval Silva, o autor de Adeus, batucada , foi motorista da cantora. Curiosidades à parte, ao assistir a um espetáculo como este pensamos sobre o que a cultura brasileira é capaz de produzir. Carmen, que nasceu em 1909, tem suas músicas cantaroladas até hoje pelos brasileiros, para muito além do estereótipo da baiana (que ela não era...

Caju do Cerrado

Imagem

Começo de Conversa

Este é o começo da conversa, como diz o título. Então, vamos falar do tempo. Não é esse o mais antigo método para se iniciar um papo? Hoje faz um frio danado em Brasília. Eu adoro isso. Como um assunto leva a outro, logo estaremos falando aqui de educação, cultura, literatura, Política, políticas públicas e outros temas. É isso o que eu quero. O Caju, por quê? Ora, sempre brinco que nasci debaixo de um cajueiro. Depois conto como isso aconteceu. Por hoje é só. Agasalhar e ficar junto para aquecer. É o lema do dia. É o lema desse começo.