Para sempre

 

Os quadros de fotos antigas
na sala da casinha
lembram o passado da família:
os que foram,
os que estão,
como eram, como são.

Os almoços de domingo
todos juntos,
falando de política
e de saudades da roça.

Reunidos na pequena sala,
ao redor do velhinho,
último ancestral do tempo de Lampião.

Ele fala de memórias
e diz que logo vai embora

Mudar a foto de lugar.

Quando ele partir,
já não haverá casa,
nem sala cheia de vozes.

Será preciso erguer outra parede,
novas fotografias
para os velhos que logo virão.

Porque antes era assim,

E continuará sendo

Para sempre.


(Jorge Ogum)

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