Os caminhos
Uma légua de sonhos da escola até a casa O lado esquerdo da estrada era minha fazenda O direito também Incontáveis bois e vacas e carneiros e cavalos Pastavam à beira de córregos e açudes E eram batizados com adjetivos lisonjeiros Tudo era verde e dava pamonha até no verão, que é tempo de seca E o cacimbão com água fresca A bela esposa no alpendre espera (Lá na escola ela não sabia) Um farfalhar de folhas, o que será? Na realidade, um calanguinho Preciso voltar Pois errei o caminho... (Jorge Ogum)