Poema Seco
De minha janela O céu de Brasília em sua beleza No chão sob as árvores Desenhos de tolha de mesa. O errático voo d'uma cigarra Que em meu ombro nu encontra pouso Depois de entrar em minha casa. Sinto pela pele a aspereza esperada. E ouve-se um canto Que é mais um grito. Mas a cigarra está calada. (Jorge Ogum)