Só me vejo
Passei por tenebrosos vales
E vaguei pela noite sozinho.
Antes, conheci a vida que era sonho
Mas, quem escolhe as cartas no jogo?
Hoje, embora só, sinto aquela paz
E mais um pouco, e com outro sabor, talvez.
Tranquilo como um lago na floresta.
Forte como rio que se lança em cachoeiras.
Tenho minha casa segura como o ninho do falcão.
Meu coração se alegra quando as folhas ficam verdes
E outro tanto quando caem secas por necessidade.
Tudo é beleza.
Tomado por um desejo de aperfeiçoamento
Meu corpo vibra e quer fazer vibrar.
Uma força que não sabia existir me impulsiona.
E mesmo a odiosa injustiça parece vencível.
Mas você ainda não percebeu.
Estou pronto.
Venha.
(Jorge Ogum)
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