Estômago
Vi nesse fim de semana o excelente filme Estômago (Brasil/Itália, Diretor Marcos Jorge, 2008, 112 min). O filme conta a estória de Raimundo Nonato (interpretado por João Miguel) no mundo da culinária, da comida e do sexo. O ato de comer é a metáfora para entender a nossa sociedade, as relações de poder, de trabalho e de amor. Estômago é, a um só tempo, humorado e sombrio, suave e brutal. É como a comida que mais gostamos: se comemos demais, podemos passar mal. Por meio de uma montagem inteligente, Estômago nos mostra como Nonato, inicialmente tímido, foi parar na cadeia e como utiliza a arte de cozinhar para sobreviver (e algo mais...) dentro da prisão.
Assisti Estômago no sábado e, no domingo, fui pra cozinha fazer o meu "bom e tradicional espaguete à bolonhesa", como disse o meu filho. Fiquei pensando sobre as relações de poder que se estabelecem em torno do alimento. Quem tem comida, ou quem sabe prepará-la, exerce poder. Cozinhar é uma arte. A obra de arte é destruída pelo apreciador ao ser ingerida, mas isso não tira o poder que o cozinheiro tem. Afinal, sempre vamos recordar aquele prato saboroso que provamos um dia.
Quem gosta de cinema, e de comida, não deve deixar de ver Estômago. Ele é a demonstração de que o cardápio do cinema brasileiro tá cada vez melhor.
Saiba mais sobre Estômago Aqui
Assisti Estômago no sábado e, no domingo, fui pra cozinha fazer o meu "bom e tradicional espaguete à bolonhesa", como disse o meu filho. Fiquei pensando sobre as relações de poder que se estabelecem em torno do alimento. Quem tem comida, ou quem sabe prepará-la, exerce poder. Cozinhar é uma arte. A obra de arte é destruída pelo apreciador ao ser ingerida, mas isso não tira o poder que o cozinheiro tem. Afinal, sempre vamos recordar aquele prato saboroso que provamos um dia.
Quem gosta de cinema, e de comida, não deve deixar de ver Estômago. Ele é a demonstração de que o cardápio do cinema brasileiro tá cada vez melhor.
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