Domingo, 6h da manhã
Olhaê, o Correioooo! Acorde, leitor Que a infância roubada desfila na rua vendendo jornal. Sem café da manhã Amanhã incerto Reduza o peso dos braços fatigados Pés encharcados. Mãos de tinta preta. Venha saber da inflação, da transição, da vitória do Fluminense Compre logo que na próxima esquina vou me sentar e também ler a página principal Provando, aos poucos, o sabor das letras e do mundo além das ruas lamacentas. Assim vai o menino na brecha estreita das circunstâncias saltando pedras que chamam tropeços “Foi bom pra você ter trabalhado assim.” Bom era jogar bola no campinho e ler gibi.