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Ser ou não ser

Ser ou não ser, eis a questão de quem já comeu o feijão.
Nossos pés tateiam O chão. A que aspiramos Pulsão. Tudo o que queremos É vão. E o que recebemos É não. Matamo-nos vivos Com pão. Nos energizamos Tesão. Prá que tudo isso Sei não.

Hai Kais de Maraú

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João saiu prá pescar Maria, prá comprar dendê. Entrei no mar Merglup! Champagne à noite em Maraú Sabor frutado, Cruzeiro do Sul. Bicicleta amarela Mar verde Nariz vermelho (só vi no espelho). Ela ficou preta na Praia Tomara que o biquíni caia. Vi com meu paladar Uma pititinga na areia de farinha a nadar. Havia uma deusa africana na praia do Mutá E ainda dizem que África está do lado de lá. Luiza de arena hizo una ciudad Porque así son todas en verdad. Nas férias, depois de uma caipirosca, tudo é permitido. Até mesmo se fazer de poeta.

O Cozinheiro do Panamá

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Limpei mato na enxada Fiz picada no facão Com a pá e a picareta Cavei cova e cacimbão No machado cortei lenha Fui peão na construção Atirei com cartucheira Matei paca e arribação Hoje boto o panamá Não vejo contradição Lavo, limpo, esfrego e seco O avental é meu gibão Corto a carne, amasso o alho Vai cominho e pimentão Na panela boto óleo E um pouco de açafrão E enquanto pastoro o fogo Vou chegando à conclusão Que se um dia fui roceiro Hoje eu sou um cozinheiro Motorista de fogão